Max Verstappen diz que o facto de Sergio Pérez se ter qualificado no 18º lugar num circuito citadino comprova o quão difícil tem sido pilotar o carro da Red Bull durante o fim de semana.
O tricampeão ocupava a terceira posição após a primeira tentativa na derradeira fase da qualificação, mas um erro na sua última volta rápida impediu-o de melhorar o seu tempo e levou a que caísse para sexto.
“Não estou desapontado com a posição, estou desapontado com o desempenho”, disse Verstappen. “Tentámos muitas coisas no carro e nada o melhorou, por isso ficamos presos.”
“Estamos muito mal no segundo setor, simplesmente porque não posso tocar em nenhum corretor. Isso perturba demasiado o carro. Perde-se muito tempo por volta e é incrivelmente difícil.”
“Fomos muito bons nas zonas de média e alta velocidade, onde não há tantos ressaltos. Senti-me muito confortável aí e até foi muito divertido pilotar, mas perdemos demasiado em todas as zonas de baixa velocidade.”
“Utilizámos uma afinação mais macia em tudo, mas o carro parece um kart. É como se estivesse a correr sem suspensão, por isso está a saltar muito, não absorvendo quaisquer choques, ressaltos ou mudanças de camber.”
“Normalmente, o Checo é muito bom num circuito citadino. Ele ganha mesmo vida. Acho que o facto de ele estar nessa posição já diz o suficiente, portanto não posso ficar desapontado com o sexto lugar nesse sentido.”
O neerlandês referiu que os problemas da Red Bull em pistas de baixa velocidade e com muitos ressaltos não tinham sido expostos nas temporadas anteriores devido à vantagem da sua equipa em relação ao resto do pelotão.
“Não é algo novo, temos este problema desde 2022”, acrescentou. “É claro que nos últimos anos acho que tínhamos uma vantagem no carro e os problemas ficaram um pouco mascarados.”
“Mas com todos a recuperar o atraso, naturalmente, quando não estás a melhorar o teu ponto mais fraco, és descoberto, e foi isso que aconteceu este fim de semana. É um problema de base, por isso não é algo que se resolva em semanas.”






