Embora continue à procura de garantir um lugar na Fórmula 1 em 2025, Kevin Magnussen admitiu que este pode ser o momento de abandonar em definitivo o desporto e apostar num programa que exija menos compromisso e lhe dê mais possibilidades de vencer corridas, como a IndyCar Series ou o Mundial de Resistência.
O piloto dinamarquês chegará esta temporada ao final do seu contrato com a Haas e afirma estar em conversações com diversas equipas para 2025.
Os mais recentes rumores apontam para a possibilidade de a Haas renovar por completo o seu alinhamento de pilotos e optar por competir com Esteban Ocon e Oliver Bearman no próximo ano.
“Estou a participar ativamente, estou na luta por alguns dos lugares”, disse Magnussen sobre a sua posição no mercado de pilotos. “Acho que isso é bom. Neste momento, está tudo muito aberto.”
“Do meu ponto de vista, sinto que há muito potencial nesta equipa. Sempre houve potencial, os pontos altos têm sido muito altos. Olhando para as melhores corridas que fizemos, tem sido muito bom. Mas nunca houve um pódio ou uma temporada em que tudo funcionasse e a consistência fosse boa.”
“Sinto que há potencial e talento dentro da equipa. É muito gratificante fazer parte disso.”
“Mas, por outro lado, também tem sido uma longa jornada. Estive no segundo pelotão praticamente toda a minha carreira e tenho 31 anos.”
“Acho que estou a começar a pensar que se terminasse a minha carreira no desporto motorizado tendo feito apenas a Fórmula 1 no segundo pelotão, isso também me faria sentir, de certa forma, vazio.”
“Vejo corridas como as 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Indianápolis e os tipos que ganham parecem muito felizes. E acho que, felizmente, também há muito para além da Fórmula 1.”
“Já fiz parte disso algumas vezes quando estava fora da Fórmula 1 e é uma vida fantástica.”
“Há um grande custo em estar na Fórmula 1 e às vezes questiono-me se vale a pena porque são 24 corridas. Sendo um homem de família, é um custo elevado.”
“Não são só essas 24 corridas, são muitas outras coisas e isso preenche-nos o ano a 100%. O sonho sempre foi ter sucesso na Fórmula 1 e ganhar corridas e campeonatos, mas depois de 10 anos no desporto e não conseguir chegar lá, talvez seja demasiado.”
Magnussen referiu que aprecia a abordagem honesta de Ayao Komatsu, diretor de equipa da Haas, relativamente às negociações com outros pilotos.
“O que eu mais valorizo é que ele é muito aberto, muito honesto”, acrescentou. “Sinto que posso confiar nele.”
“Ele não esconde o facto de também estar a falar com outros pilotos, tem sido aberto sobre isso e eu aprecio muito mais isso. No passado, tive diretores de equipa que não eram honestos e eu não gostava disso, mas acho que faz parte do jogo.”
“Não estou surpreendido por ele estar a falar com outros pilotos, não estaria a fazer o seu trabalho se não estivesse. Aprecio a sua abertura e vamos ver o que acontece.”






