Ross Brawn, diretor geral da Fórmula 1, afirma que voltará a tentar substituir as sessões de qualificação por corridas com grelha invertida em alguns Grandes Prémios do próximo ano na sequência da entusiasmante prova do passado fim de semana em Monza.
O inesperado resultado do Grande Prémio de Itália levou a que a Fórmula 1 voltasse a considerar a possibilidade de alterar o formato dos seus fins de semana.
Antes do início da temporada de 2020, a Fórmula 1, a FIA e as equipas levaram a cabo diversas discussões no sentido de experimentar o conceito em três Grandes Prémios até ao final do ano, mas a oposição da Mercedes impediu que a ideia se concretizasse.
O objetivo seria fazer com que a grelha de partida para o Grande Prémio fosse determinada através do resultado de uma corrida de sprint cuja grelha de partida seria definida pela ordem inversa do campeonato.
“Monza era candidata a uma corrida de sprint com grelha invertida quando estávamos a considerar testar o formato este ano”, disse Brawn. “Infelizmente, não pudemos avançar, mas o conceito ainda é algo que nós e a FIA queremos trabalhar nos próximos meses e discutir com as equipas para o próximo ano.”
“Acreditamos que esta corrida mostra o entusiasmo que um pacote misto pode proporcionar e os carros do próximo ano permanecerão iguais aos deste ano. Os nossos fãs poderiam ser tratados com drama semelhante ao que vimos este fim de semana em Monza.”
“É claro que, com uma corrida de sprint com grelha invertida, as equipas irão afinar os seus carros de forma diferente. Neste momento, a Mercedes afina os seus carros para alcançar a volta mais rápida e depois para controlar a corrida a partir da frente. Se eles souberem que têm de ultrapassar, terão de mudar essa abordagem.”
“Continuaremos a avaliar novos formatos com o objetivo de melhorar o espetáculo mas mantendo sempre o ADN da Fórmula 1.”






