A penalização atribuída a Lewis Hamilton no Grande Prémio da Grã-Bretanha não será alterada, uma vez que os comissários desportivos da FIA rejeitaram o pedido submetido pela Red Bull e não voltarão a analisar o incidente.
Na passada sexta-feira, a Red Bull solicitou aos comissários desportivos que revissem a penalização de 10 segundos atribuída a Hamilton pela colisão com Verstappen em Silverstone.
De acordo com os regulamentos da Fórmula 1, para que o incidente voltasse a ser analisado pelos comissários desportivos, a Red Bull teria de apresentar novas e significativas evidências.
A equipa terá utilizado imagens da manobra de ultrapassagem de Hamilton a Charles Leclerc na mesma curva para tentar provar que o britânico deveria ter abordado a curva com uma velocidade menor e seguido uma trajetória mais interior para evitar o contacto .
Para além disso, a Red Bull recriou o incidente virtualmente e em pista, com Alex Albon a realizar as mesmas trajetórias seguidas pelos dois pilotos durante o teste da Pirelli em Silverstone e Sergio Pérez a fazer um trabalho semelhante no simulador.
No entanto, os comissários entenderam que os tópicos apresentados pela Red Bull não poderiam ser considerados como “novas evidências”, visto que já estavam disponíveis no momento em que a decisão de penalizar Hamilton foi tomada.
Apesar disso, a FIA também expressou a sua preocupação em relação a algumas das alegações enviadas pela Red Bull na carta em que a equipa formalizou o pedido de revisão ao incidente.
Embora não tenha detalhado as alegações em questão, a FIA sugeriu que estas poderiam ter sido relevantes se o pedido de revisão tivesse sido aceite.
“Os comissários notam, com alguma preocupação, certas alegações feitas na carta do concorrente”, lê-se no comunicado da FIA.
“Essas alegações poderiam ou não ter sido relevantes para os comissários caso a petição de revisão tivesse sido aceite. Os comissários poderiam ter abordado essas alegações diretamente em qualquer decisão que se seguisse.”
“Como a petição foi rejeitada, os comissários não farão quaisquer comentários sobre essas alegações.”






